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08/06/2021 08h00

Cultura, Escultura e Agricultura unidas em FERRO E DRESSA

Escultura gigante moldada com ferro e tranças de palha de trigo tem design inspirado na arquitetura colonial italiana da Serra Gaúcha. Será exposta no Parque Farroupilha, em POA, de 12 a 20 de junho.

Por Nosso Bem Estar

Bruno Varela
Bruno varela

Cultura, Escultura e Agricultura unidas em FERRO E DRESSA

Uma escultura móbile de grandes dimensões (12m de comprimento por 3m de altura) do artista plástico portoalegrense César Cony estará em exposição na capital gaúcha a partir de 12 de junho, no Parque Farroupilha, junto ao Monumento ao Expedicionário e próximo das feiras agroecológicas.  Devido ao agravamento da pandemia e para evitar aglomerações, o artista optou pela suspensão do evento de lançamento previsto anteriormente. A escultura fica em exposição em Porto Alegre até o dia 20 de junho.

O vídeo documentário “Ferro e Dressa”, de 12min, acompanhou todo o processo de criação  da obra e conta com depoimentos comoventes de artesões e descendentes de italianos. O lançamento acontece no dia 8 de junho, via   YouTube /AtelierCesarCony. A produção tem a assinatura da Sabiá Filmes.

Os visitantes da escultura estão convidados a compartilhar fotos e vídeos interagindo com a obra nas redes sociais com a hashtag #ferroedressa.

O projeto cultural FERRO E DRESSA foi contemplado pelo edital  Criação e Formação - Diversidade das Culturas, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) em parceria com a Fundação Marcopolo, com recursos oriundos da Lei Aldir Blanc.

A ESCULTURA

A escultura é estruturada com ferro moldado e dressas (tranças feitas de palha de trigo utilizadas pelos imigrantes italianos na confecção de cestas e chapéus, entre outros utensílios). 

Vai possibilitar aos visitantes vivenciar uma conexão com a obra, que está projetada para permitir ao público uma experiência sensorial. O artista fez questão de imprimir interação e ludicidade à obra, que foi projetada para permitir movimento a partir de toques.

Cesar Cony incluiu na obra alguns dos elementos estéticos significativos da arquitetura italiana de Antônio Prado, cidade onde ele reside atualmente e que abriga  o maior conjunto brasileiro de casarios da arquitetura italiana, tombados e preservados pelo IPHAN.

Entre esses elementos estão os  lambrequins (rendas de madeira nos beirais das casas) e os óculos de porão (janelas circulares com grades de ferro que, ao mesmo tempo protegiam e enfeitavam as casas).  As dressas imprimem à obra a cultura agrícola e um tom dourado  que remete à ideia de  uma “joia” natural.  Foram utilizados cerca de 500kg de ferro e mais de 2.000 metros de dressas para compor a obra.

Antônio Prado, onde a escultura foi lançada em 20 de maio, é também considerada o berço da agroecologia no Rio Grande do Sul. A partir da cidade serrana foram difundidas as técnicas do plantio orgânico para outras regiões do estado e do país.  O local escolhido para expor a obra na capital e a opção de sábado – dia de feira - para o lançamento é também uma homenagem aos agricultores agroecológicos.

SOBRE O ARTISTA

Natural de Porto Alegre, Cesar Cony vem desenvolvendo a arte da joalheria desde 1981. Participou de diversas exposições coletivas e individuais no Estado e no país e fundou, em 1995, a Escola Gaúcha de Joalheria, promovendo e produzindo cursos, exposições, mostras, excursões orientadas e intervenções em espaços culturais. Formou  toda uma nova geração de joalheiros e designers.

Em 2010 quando visitou Antônio Prado para conhecer os projetos de agroecologia locais  se apaixonou pelo design, cultura  e elementos estéticos da arquitetura colonial italiana.  Desde então reside na cidade com a família, onde cria e desenvolve suas coleções e mantém seu atelier.

 

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