Planeta

04/05/2021 08h00

IDH tem novas medidas

Índice passou a medir o impacto ambiental das riquezas e mudou a posição dos países no ranking mundial

Por Nosso Bem Estar

Chris LeBoutillier/Pixabay/NBE
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IDH tem novas medidas

Desde o final de 2020, o Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, a medida mais séria para avaliar o nível de vida das pessoas, começou a levar em conta o impacto ambiental em cada sociedade.

O nome do índice passou a se chamar IDHP. O “P” quer dizer “Ajustado às Pressões Planetárias”. A medição considera o efeito estufa e a destruição de recursos ambientais que o país efetua. 

O IDH foi criado nos anos 1990 para substituir o PIB per capita como medida de qualidade de vida. O PIB mede apenas a riqueza. O IDH une renda, educação e saúde. Ou seja, se um país tem riqueza, mas ela não beneficia o povo em divisão de renda, anos de escolaridade e em expectativa de vida, isso vale pouco.

Com a recente inclusão da medição do impacto ambiental, o país líder em IDH - a Noruega –despencou no ranking. Isso porque seu bem-estar social depende fundamentalmente da riqueza do petróleo que a Noruega explora no mar, com os consequentes damos ambientais ao aquecimento global. A Noruega caiu 15 posições. Foi do 1º lugar para o 16º.

Os Estados Unidos estavam em 17º no IDH, mas caíram 45 posições no IDHP.

Já o Brasil, ascendeu posições no ranking graças ao alto uso de energia hidroelétrica enquanto matriz energética, mas continua mal na foto, no 74º lugar. Ainda assim, uma posição instável diante das recentes queimadas do Pantanal e de florestas.

O PROGRESSO TEM PREÇO

Assim como o IDH, o IDHP é elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). No entanto, seu objetivo central é medir a pressão que o desenvolvimento dos países exerce sobre o meio ambiente, incluindo nos resultados de desempenho o impacto ambiental da marcha para o progresso, considerando fatores como emissões de carbono pegada ecológica.

Para isso, a ferramenta ajusta o índice de desenvolvimento humano às emissões de dióxido de carbono por pessoa (com base na produção) e à pegada material per capita para compensar a pressão humana excessiva no planeta.

 

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