Dúvidas sobre a higiene íntima feminina?
Erros comuns são passados de geração para geração

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Usar sabonete íntimo ou não? Lavar a calcinha durante o banho ou colocar na máquina? Esses questionamentos, com certeza, já passaram pela cabeça de toda mulher. Por mais que pareçam simples, os cuidados com a região íntima feminina merecem atenção, pois além de preservar a higiene e bem-estar da mulher, ajuda na prevenção de doenças e alergias.
De acordo com o ginecologista, obstetra e especialista em estética íntima, Dr. Marcelo Ponte, muitos erros ainda são cometidos entre as mulheres na hora de cuidar da região íntima.
“A higienização local e das peças é essencial para a saúde íntima. Alguns erros comuns que, muitas vezes, são passados de geração para geração, podem provocar doenças e infecções, como a vaginose e a candidíase”, observa o especialista.
A higiene íntima feminina desperta a curiosidade e dúvida entre as mulheres. Confira aqui algumas orientações do ginecologista:
Sabonete íntimo
A resposta do especialista é clara: Não usar! “Esta é a dúvida número um entre as mulheres. O uso deste tipo de produto pode alterar o pH vaginal, que tem a função de blindar a região de infecções”, revela. A higiene vaginal deve ser feita com sabonete neutro.
Duchas vaginais
“Também não são recomendadas. A higiene íntima é feita por fora, o canal vaginal não precisa deste tipo de limpeza”, afirma.
Lavagem das calcinhas
A higienização das peças íntimas é de extrema importância e deve ser feita de uma forma especifica. “Devido ao contato direto com a região, uma má higienização pode trazer diversos problemas, como a tão incômoda candidíase. A forma correta de lavar essas peças íntimas é com sabão neutro ou sabão de coco. Se preferir usar a máquina, lave-as separadas das outras roupas para evitar uma contaminação”, orienta. Para a secagem das peças, o ideal é deixá-las expostas ao sol e passar a ferro antes do uso. Outra dica importante, é não deixar as calcinhas secarem no banheiro. Por ser um ambiente úmido e pouco arejado, acaba facilitando a proliferação de fungos e bactérias.
Protetor diário
O uso de protetores e absorventes todos os dias não é indicado, pois provocam o abafamento da região, aumentando a proliferação de fungos e bactérias, podendo causar infecções. O ginecologista também alerta para possíveis reações alérgicas, devido ao material plástico destes produtos. “Algumas mulheres, têm alergia ao plástico e outros materiais de que esses protetores são feitos. Então o uso diário, pode gerar uma irritabilidade na região, provocando coceiras e desconfortos”, conclui.
Dormir sem calcinha
A prática tem alguns benefícios para a saúde íntima, pois permite a respiração da região, evitando alergias e corrimentos. Algumas mulheres aproveitam este momento do sono para deixar que a região respire. Mas para quem não se sente tão à vontade, é indicado dormir com calcinhas de tecidos mais leves, como o algodão, que permite maior circulação de ar.
Biquini/roupas de banho molhadas
Estes são os vilões da saúde íntima! Podemos perceber que as infecções e desconfortos, como a candidíase, aparecem mais, ou se intensificam durante o verão. Segundo o ginecologista, isto acontece porque, para se manter saudável, a região íntima feminina precisar ficar seca e arejada o mais tempo possível. “Um dos principais erros que as mulheres cometem, é sair do mar ou da piscina e continuar com o biquini molhado. Este contato com a roupa íntima úmida também favorece as bactérias que levam a infecções, especialmente a candidíase”, afirma. Após sair da piscina ou chegar da praia, o ideal é higienizar a região íntima com sabonete neutro e colocar uma calcinha seca, de preferência de algodão. São cuidados simples que, muitas vezes, passam despercebidos durante o dia a dia, mas fazem toda a diferença para evitar doenças e manter o bem-estar íntimo.