COP26: estamos em contagem regressiva
O mundo se prepara para a Conferência do "tudo ou nada" na luta contra os efeitos devastadores do aquecimento global.

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Entre os dias 1º e 12 de novembro, líderes de 196 países deverão se reunir na Escócia para a chamada **“**Conferência das Partes - COP26/ 2021”. O encontro promovido pelas Nações Unidas é visto como crucial para que sejamos capazes de exercer algum controle sobre os eventos climáticos extremos que já estão em curso, como enchentes, secas, ondas de calor nunca antes registradas, quebras de safras e perdas da biodiversidade.
No Brasil, por exemplo, os incêndios (criminosos ou naturais) e o desmatamento, além de provocarem a maior crise hídrica da história do país, agravam a emissão de carbono em nível mundial e contribuem para o aumento da temperatura do Planeta.
Na conferência da Escócia, os líderes globais avaliarão os resultados do Acordo de Paris de 2015, que foi um marco nas negociações internacionais sobre as mudanças climáticas.
O Acordo de Paris – do qual o Brasil é signatário - definiu, entre outros pontos, um esforço mundial para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa e para ampliar a produção de energia renovável, bem como destinar bilhões de dólares para ajudar países pobres a lidarem com os impactos já em curso causados pelas mudanças climáticas.
Na época, as nações concordaram em tentar manter o aumento da temperatura média do globo "bem abaixo" de 2°C e tentar limitá-la a 1,5 °C em relação aos padrões pré-industriais. Seis anos depois, a temperatura global já registra o aumento de 1,5ºC.
Mas como para que qualquer plano dê certo, os pontos acordados precisam ser cumpridos. As COPs são o momento de os países revisarem suas estratégias e cobrarem uns aos outros a aplicação do Acordo.
IMPACTO DA PANDEMIA
A COP-26 tinha seu cronograma originalmente previsto para novembro de 2020, mas foi adiada devido à pandemia. Se por um lado isso prejudicou os trabalhos ao atrasar a COP 26, por outro, nos deu uma oportunidade sem precedentes para repensar nosso modo de viver.
As pessoas precisam viajar tanto de avião ou de carro? O trabalho remoto pode ajudar a reduzir as emissões do dia a dia? Devemos apostar na desurbanização? O que vale realmente para uma boa qualidade de vida?
Esses e muitos outros questionamentos vieram à tona e as reflexões devem orbitar as ações dos países e de cada um de seus habitantes.
É necessário todos compreendermos que não temos um Planeta B.
Essa está sendo considerada a COP do "tudo ou nada" na luta contra os efeitos devastadores do aquecimento global. Espera-se que os líderes que participarão da COP26 assumam novas metas para combater as mudanças climáticas - e que essas metas sejam ambiciosas, corajosas e efetivadas.