Planeta

01/10/2021 10h00

Sonho para adiar o fim do mundo

Série de Vídeos Flecha Selvagem são a realização de um sonho do escritor e líder indígena Ailton Krenak para “adiar o fim do mundo”.

Por NBE

Divulgação/NBE
Flecha 01

As flechas são apresentada na forma de seis filmes de 15 minutos, que reúnem trechos das rodas de conversa dos eventos  Ciclo de Estudos Selvagem de 2018 e 2019 e dos bate-papos online de 2020 e 2021, resgatando pensamentos e reflexões sob as perspectivas científicas, mitológicas e ancestrais, numa linguagem especial.

Todas as flechas apresentam obras de vários artistas brasileiros e estrangeiros.

As flechas estão sendo lançadas ao longo de 2021.

Em maio foi lançada a primeira flecha : A SERPENTE E A CANOA, baseada em três livros: A Serpente Cósmica, o DNA e a Origem do Saber,de Jeremy Narby; Antes o mundo não existia, de Desana; e O mundo Tukano antes dos brancos, de Álvaro Tukano. 

Com narração inicial da artista Daiara Tukano, o vídeo exibe obras de artistas brasileiros (entre eles, indígenas) e estrangeiros vivos e já falecidos.

O fio condutor deste episódio é a Serpente Cósmica, presente em mitos de origem de diferentes culturas, vista como a dupla hélice do DNA, código de memória presente em tudo que é vivo. A viagem percorre uma sequência entremeada de mitos de origens e hipóteses científicas sobre o surgimento da Vida.

 

A flecha 2 - O SOL E A FLOR – foi lançada em julho e associa diferentes visões sobre a relação do SOL com a vida na Terra. A partir de trechos do livro BIOSFERA, de Vladimir Verndasky, Ailton Krenak narra sobre a profunda interação dos raios cósmicos com a matéria verde, que transformam a Terra em um supra organismo vivo. Uma visão da vida onde tudo está absolutamente relacionado, das cianobactérias ao ozônio. A fotossíntese se apresenta como chave de manutenção do equilíbrio dinâmico e para a regulação da Biosfera.

A Teoria de Gaia flui em diálogo com a suspensão do céu na compreensão yanomami. Para além da narrativa científica, é uma flecha propulsionada, em sua essência, pela narrativa Guarani sobre Nhanderu, o desdobramento do escuro em sol e do sol em flor.

 

Em setembro foi lançada a terceira flecha - METAMORFOSE -, que reúne conhecimentos dos povos Tukano e conta com a participação de João Paulo Lima Barreto, autor das obras “WAIMAHSÃ: Peixes e Humanos” e “KUMUÃ NA KAHTIROTI-UKUSE”, além da narração inicial de Naiara Tukano. O livro Metamorfoses de Emanuele Coccia é também fio condutor desta flecha que fala sobre transformação.

A terceira flecha selvagem é motivada pelos ensinamentos Huni Kuin do Shuku Shukue, a vida é para sempre! A narrativa de Metamorfose é baseada os livros: - Metamorfoses, Emanuele Coccia - WAIMAHSÃ: Peixes e Humanos, João Paulo Lima Barreto - KUMUÃ NA KAHTIROTI-UKUSE: Uma “teoria” sobre o corpo e o conhecimento-prático dos especialistas indígenas, João Paulo Lima Barreto.

Até o final do ano estão sendo aguardadas outras três flechas.  Acompanhe as flechas já lançadas em https://www.youtube.com/channel/UCJFxuy0nRF3Z9YvBW7vIjCA

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