Saúde Integral

17/02/2021 07h00

UFA! A vacina Chegou

Mas, por amor a si e ao próximo, ainda não é hora de relaxar as medidas de prevenção

Por Nosso Bem Estar

Freepik/NBE
Vacina

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As vacinas contra a Covid-19 foram elaboradas através de um grande esforço de cientistas no mundo inteiro, em tempo recorde e numa condição de emergência.

Apesar de aprovadas pelos órgãos governamentais de saúde pública – no Brasil foram aprovadas pela Anvisa – as vacinas declaradamente ainda não conseguem impedir as pessoas de desenvolverem a doença.

As pesquisas indicam, no caso da vacina Coronavac, por exemplo,  que 100% dos imunizados  não desenvolverão casos graves que levem à internação e morte, mas  50% das pessoas vacinadas podem se infectar e desenvolver sintomas gripais leves.

Infectologistas e médicos estão vindo a público manifestar preocupação de que pessoas já vacinadas relaxem as medidas de prevenção. Lembram que a imunização requer duas etapas e um tempo extra para que o organismo comece a produzir anticorpos contra o vírus.

Significa dizer que ao receber a primeira dose, existe um período de 14 dias para que haja uma resposta favorável na produção de anticorpos. Depois de tomar a segunda dose – geralmente ministrada entre 21 e 30 dias após a primeira -  também é necessário aguardar esse período de mais 14 dias para acontecer a proteção real prevista nas pesquisas.

Ou seja, a partir da primeira dose, contabilize mais 45 dias. Se nesse intervalo a pessoa for exposta ao contágio, não significa que a vacina não funcionou, mas sim que não houve tempo para a vacina funcionar.

ESFORÇO COLETIVO CONTINUA

Embora o imunizante seja motivo de celebração, a vitória sobre o novo coronavírus não virá do dia para a noite e dependerá da continuidade de cuidados básicos.

Mônica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), alerta que a máscara segue sendo um acessório indispensável, mesmo para quem for vacinado, bem como todas as outras medidas de higiene.

“É imprescindível que se mantenha todas as normas e diretrizes, inclusive o distanciamento social, o funcionamento de estabelecimentos com horário e público reduzidos e o uso de álcool gel”, afirma.

Essas barreiras sanitárias seguirão sendo importantes, porque a vacina não impede a circulação do Sars-CoV-2, já que, mesmo protegida dos sintomas, uma pessoa imunizada ainda pode transmitir a infecção. Segundo a especialista, só será possível pensar em flexibilizar os cuidados depois de avaliar os resultados da vacinação em massa.

Antônio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que “toda vacina implica numa redução de transmissão”, mas que o combate efetivo ao vírus passa pela manutenção dos cuidados básicos “até que a quantidade de pessoas vacinadas seja suficientemente grande”.

Com informações da CNN Brasil.

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