Crescimento pessoal

02/12/2020 07h00

“O amor que move o sol e as estrelas”

Todos os grandes mestres ensinaram uma mensagem única de amor, a força capaz de unir e superar as diferenças.

Por Nosso Bem Estar

Hassan OUAJBIR/Pexels/NBE
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“O amor que move o sol e as estrelas”

A Via Láctea é formada por centenas de bilhões de estrelas e, circundando ao redor de uma delas, cá estamos nós no final deste conturbado 2020 empenhados em comemorar  um NATAL COM AMOR.

Do poeta italiano Dante Alighieri emprestamos um verso para lembrar que é “o amor que move o sol e as estrelas”. Trata-se do verso derradeiro de A Divina Comédia, que faz o fechamento de uma trajetória pelo inferno, purgatório e paraíso. Publicado no século XIV, o poema representa um dos maiores clássicos da literatura universal. O músico instrumentista Egberto Gismonti também já pegou emprestado este verso para nominar uma de suas composições maravilhosas. 

RELIGIÃO

É certo que o Natal é uma festa cristã, mas a diferença entre as religiões é uma criação humana que acaba resultando numa das grande causas do ódio no mundo.

Numa breve leitura sobre os conceitos fundamentais das principais religiões do mundo, como, por exemplo, o Cristianismo, o Judaísmo, o Islamismo e o Budismo, constata-se que, em todas, o ideal do amor é a base doutrinária e a força capaz de unir e superar todas as outras diferenças.

Para este Natal, após um ano tão difícil, poderíamos tentar nos unir na religião do amor. Jesus não era cristão, Buda não era budista, Krishna não era hinduísta, Maomé não era islamita. Todos esses grandes mestres ensinaram uma mensagem única de amor. AMOR era a religião de cada UM.


NÃO TE DEMORES

“Onde não puderes amar, não te demores”, ensinava a artista mexicana Frida Kahlo. “Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra amor”, confessava a poeta brasileira Clarice Lispector.

O AMOR é especialmente aclamado nas relações passionais, mas seu sentido é mais amplo. Nossos grandes projetos nasceram do amor. Amar é o maior desejo de quem decide construir uma vida a dois. Filhos fazem brotar um amor desconhecido e poderoso. Uma carreira bem-sucedida e/ou nossas militâncias e engajamentos têm por motivação o amor à causa que foi escolhida. A busca espiritual começa com o reconhecimento da existência de um amor maior.

O povo brasileiro se distingue por sua rica cultura espiritualista, com um profundo sentimento do sagrado, seja ou não religioso. Como resultado da fusão de diferentes culturas, o sincretismo religioso impera. Com naturalidade, um brasileiro pode pela manhã batizar seu filho em uma igreja católica, assistir à tarde a uma cerimônia espírita e, à noite, ir a um culto evangélico ou a um culto de candomblé – no entendimento de que as diferenças são muito pequenas diante do AMOR.

A coexistência das religiões está presente no lindo grafite de Eduardo Kobra, feito em Itu (SP). Cinco crianças em oração representam cinco continentes e cinco religiões presentes também no Brasil. O artista reconhecido internacionalmente escolheu retratar o tema para motivar que “tenhamos forças e sigamos juntos como humanidade para vencer a pandemia”.

E o Natal, ainda que seja cooptado pelos apelos comerciais e marcado pelas diferenças religiosas, esta aí para lembrar a todos sobre a importância de nos unirmos, de amarmos uns aos outros e a toda a natureza, com este amor que move o sol e as estrelas.

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